No comando geral do Exército
desde fevereiro, o general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas disse que as
Forças Armadas podem ser chamadas a intervir caso a crise política e econômica
brasileira evolua para uma crise social. Em entrevista ao jornal Diário de
Pernambuco, ele classificou como “uma questão complexa” as manifestações de rua
que pedem a volta do regime militar. “Nossa interpretação é que as pessoas não
pedem a volta do governo militar, com algumas exceções. Estão reclamando dos
valores. Estamos em crise econômica, política e ética. Se transformar em crise
social, pode gerar problemas de segurança pública e o Exército pode ser chamado
a intervir”, avaliou. De acordo com o texto, Villas Bôas comentou ainda sobre
os cortes de 40% em projetos estratégicos do Exército, como o Sistema Integrado
de Monitoramento de Fronteiras. “A previsão era concluir em 2022, mas hoje, com
o ritmo orçamentário que nós temos, ele não estará pronto antes de 2035. São
tecnologias sensíveis, que correm o risco de ficar obsoletas até lá. A Polícia
Federal estima que 80% da criminalidade urbana são ligadas ao tráfico de
drogas. E tudo passa pela fronteira”, alertou.
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» ‘O Exército pode ser chamado a intervir’, diz comandante geral do Exército sobre crise
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