Na última sexta-feira (22),
a Prefeitura de São Felipe divulgou, enfim, o tão aguardado resultado do
concurso público realizado pela gestão municipal. Foram meses de espera desde a
realização da prova para a publicação dos nomes dos aprovados, o que gerou
intensos debates em toda a cidade. Mas o que está por trás de todo este
imbróglio?
Tudo começou com o
lançamento do edital, em janeiro do ano passado, sendo oferecidas 108 vagas em
cargos de níveis fundamental, médio e superior, com salários variando de R$ 724
a R$ 5 mil. O concurso já era uma reivindicação antiga no município e tinha
como objetivo a contratação de pessoal para atuar em serviços públicos
essenciais, como educação e saúde.
Como já era esperado, a
seleção foi bastante concorrida, como 5 mil candidatos inscritos.
As provas foram realizadas
nos dias 20 e 21 de junho do ano passado. Desde então, os candidatos esperam
ansiosos pela divulgação do resultado e cobravam uma resposta da prefeitura.
O tema foi um dos mais
comentados durante as sessões da Câmara Municipal.
Vereadores de oposição,
aproveitando o contexto político e a proximidade das eleições, fizeram
questionamentos quanto à legalidade do processo seletivo, colocando a possibilidade
de irregularidades aconteceram na seleção. Vereadores que apoiam o prefeito,
por outro lado, diziam não haver irregularidades, e afirmavam que problemas
estavam sendo solucionados para que o resultado fosse publicado.
A prefeitura, por sua vez,
argumentava que a publicação do resultado não cabia a ela, mas sim à Liderança
Consultoria, empresa responsável pelo concurso. É preciso reconhecer que a
prefeitura pressionou a empresa, cobrou um posicionamento, pediu a publicação
do resultado. Naquele momento, sem sucesso. Politicamente, o concurso foi uma
pedra no sapato do prefeito. A seleção foi bastante usada pela oposição contra
o gestor.
Agora, com a publicação do
resultado, ouve-se um burburinho na cidade de que muitos dos aprovados não são
apoiadores de Chiquinho Ferreira. Dizem, até, que o concurso é desfavorável
politicamente para ele, justamente por esse fato. Por outro lado, os opositores
seguem criticando, questionando a legalidade da seleção.
Ambos os argumentos são
frágeis. O primeiro, beira o absurdo. O concurso foi público, e, naturalmente,
não seriam aprovados quem o prefeito queria, mas quem teve melhor desempenho na
seleção. Pouco importa se quem foi aprovado é aliado ou não do prefeito. Ora,
isso é um concurso público ou um jogo de cartas marcadas?
Em pleno século XXI, e ainda
mais nesse momento político delicado do Brasil, esse tipo de questionamento
apenas remete à velha política, aquela do "vamos dar um jeitinho aqui e
ali" para agregar os apoiadores.
O segundo argumento, da oposição,
é também frágil. Muitos opositores questionam o certame, dizem haver
irregularidades, mas não trazem provas ou argumentos mais palpáveis, tudo fica
apenas nos discursos inflamados e eleitoreiros.
Sim, de fato a publicação do
resultado demorou. A Liderança Consultoria atrasou muito a publicação. Agora
ela acontece e tira um grande peso das costas do prefeito, que trabalhava
arduamente para solucionar o problema.
A gestão de Chiquinho
Ferreira mostrou que esse "jogo de cartas marcadas" nos concursos
públicos não se aplica em São Felipe e fez, aparentemente, uma seleção sem
benefícios pessoais a terceiros. Se foi uma vitória ou derrota política, só o
tempo dirá.

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