O vice-prefeito de Jequié,
Sérgio da Gameleira, negou em entrevista a uma rádio local as denúncias de que
teria recebido proposta do deputado federal Roberto Britto (PP) para embolsar R$
3 milhões, em troca do não apoio ao processo de impeachment sofrido na Justiça
pela prefeita Tânia Britto (PP). Gameleira afirmou não ter divulgado a história
”por não dispor de materialidade da prova”. O vice-prefeito alegou que uma
postagem feita em um grupo na rede social Whatsapp teria levantado a suspeita
da proposta de recebimento de propina. As denúncias de Gameleira foram feitas
no último domingo (24), em entrevista ao blog Júnior Mascote. Na ocasião, ele
afirmou ter sido procurado por um interlocutor de Roberto Britto, na sua casa
em Barra Grande, na Ilha de Itaparica. O porta-voz do deputado teria proposto
que ele abandonasse o G9, grupo de nove vereadores que compõe a oposição ao
governo na Câmara e que articulam o processo de afastamento da prefeita que
tramita na Casa. Ainda segundo denunciou Gameleira, a empresa Torre,
responsável pelo serviço de limpeza municipal e de propriedade da esposa do
parlamentar, e o próprio Britto pagariam o valor. O vice-prefeito rompeu as
relações políticas com Tânia Britto há mais de um ano. Desde então, tornou-se
um dos mais ferrenhos opositores ao governo da progressista. Ele também é
apontado como um dos articuladores do processo de impeachment sofrido pela
prefeita na Câmara de Vereadores . Tânia Britto é acusada de cometer
irregularidades na educação jequieense, como contratação irregular de
professores pelo Regime Especial de Direito Administrativo (Reda) e o não
pagamento de empresas responsáveis pelo transporte escolar municipal.
TV WEB JC
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