O ex-presidente da Conmebol,
o uruguaio Eugenio Figueredo, admitiu não só ter recebido propina como também
acusou Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF de ser um dos responsáveis pela
distribuição de dinheiro ilegal.
O jornal Estado S. Paulo
publicou trechos do depoimento do ex-presidente da Conmebol dado a Justiça
americana em dezembro do ano passado. Ele ainda revelou que além de Teixeira,
Júlio Grondona, argentino morto em 2014 e ex-presidente da federação de seu
país, também era responsável por distribuir a propina.
"Era tão natural que a
pessoa que entrava no grupo recebia o dinheiro que cada um sabia que ia
receber. Grondona e Ricardo Teixeira começaram a ampliar os benefícios a todos.
Nunca houve licitação nem concorrência para os contratos. A empresa Full Play
(de Hugo e Mariano Jinkis) entregou a cada um dos dez presidentes US$ 300 mil
para assinar um contrato", revelou.
Ricardo Teixeira refutou
todas as acusações do uruguaio. Ele afirma que pelo período em que esteve à
frente da CBF e que Figueredo estava comandando a Conmebol, não poderia ser
possível que ele estivesse à frente da distribuição ilegal do dinheiro de
transmissões de competições organizadas pela entidade.
“Eu deixei a CBF em abril de
2012 e fui para os Estados Unidos. Figueredo assumiu a Conmebol em maio de 2013.
Como eu poderia participar da assinatura de contratos com a Full Play em 2013
se eu já estava fora da CBF e não era membro da Conmebol? Não tem lógica",
defendeu-se. (Metro1)
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