O governo resolveu adiar
mais uma vez a reunião do conselho curador do Fundo de Garantia do Tempo de
Serviço (FGTS) diante do impasse de como pegar R$ 4,8 bilhões do fundo para
bancar as moradias da faixa 1 do Minha Casa Minha Vida em 2016. O encontro do conselho,
que é a instância máxima de gestão e administração do fundo, estava marcado
para a semana passada, mas foi adiado porque não há consenso na equipe
econômica sobre como se apropriar dos recursos. O FGTS é um fundo privado,
formado com a poupança forçada que todo trabalhador é obrigado a fazer. O
governo tenta encontrar a melhor saída para usar os recursos para manter o
programa. A reportagem apurou que o mais provável é que o conselho curador do
FGTS crie uma nova linha, específica para as famílias da faixa 1 (na terceira
etapa, com renda de até R$ 1,8 mil mensais). O FGTS também seria responsável
por uma parte do subsídio do imóvel - até o limite de R$ 45 mil que precisa ser
aprovado - a fundo perdido. Também atuaria como fonte para o "financiamento"
da outra parte do valor do imóvel, em que as famílias pagarão prestações que
variam de 5% a 20% da renda mensal. Os bancos oficiais assumiriam os riscos dos
calotes. Com informações do Estadão Conteúdo.

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