Com base em 17 investigações
envolvendo 528.908 homens e mulheres, seguidos durante 7,2 anos, o aumento do
risco de enfarte mantinha-se mesmo quando se retirava da equação o consumo de
tabaco e álcool e a atividade física. O estudo, publicado pela revista The
Lancet, conclui que, em comparação com pessoas que têm uma semana regular,
aqueles que trabalham entre 41 e 48 horas tinham um risco acrescido de 10%,
enquanto os que trabalham entre 49 e 54 horas enfrentam um risco extra de 27%.
No caso de se trabalhar 55 horas ou mais por semana, o risco de enfarte aumenta
em 33%, indica o estudo. Uma longa semana de trabalho também aumenta o risco de
doenças cardíacas coronárias em 13%, mesmo tendo em conta fatores de risco como
a idade, o gênero e o nível socioeconômico, revela o estudo. Os investigadores
sugerem que a baixa atividade física, o elevado consumo de álcool e o stresse
frequente elevam o risco. "Os profissionais de saúde deviam estar
conscientes de que trabalhar longas horas está associado a um significativo
aumento do risco de enfarte e, possivelmente, também a doenças cardíacas
coronárias". (Notícias ao Minuto)

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