Foto: Reprodução / TV Globo
A advogada Beatriz Catta
Preta, em entrevista ao Jornal Nacional, afirmou que deputados que integram a
Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras tentam intimidá-la e
persegui-la, após a delação do empresário Júlio Camargo envolver o presidente da
Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Ela foi responsável por acordos de
delações premiadas de nove investigados na Operação Lava Jato, entre eles Paulo
Roberto Costa e Pedro Barusco. “Não recebi ameaças de morte, não diretas. Mas
elas vêem de forma velada, cifradas. Vamos dizer que aumentou essa tensão,
aumentou a tentativa de intimidação a mim e a minha família”, relatou a
causídica nesta quinta-feira (30). Segundo ela, Júlio Camargo apresentou novas
informações por “fidelidade” ao processo de delação. “Antes ele tinha receio,
tinha medo de chegar ao presidente da Câmara”, sinalizou Beatriz, sem citar
nominalmente Cunha.
A advogada rechaçou ainda as cifras, citadas em R$ 20
milhões, e eventuais pagamentos no exterior pelo trabalho os acordos de delação.
“Esse número é absurdo. Não chega perto da metade disso. O dinheiro foi pago
via transferência bancária ou cheque, com nota fiscal e impostos recolhidos.
Nunca recebi um centavo fora do Brasil”, garantiu. Por conta do receio, após um
período de férias nos Estados Unidos, a jurista encerrou a carreira de
advogada. “Depois de tudo o que está acontecendo e por zelar pela segurança da
minha família eu resolvi encerrar minha carreira na advocacia, fechei meu
escritório”, apontou. (BN)

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