Apesar de anunciar a decisão durante uma
missa, a proximidade entre o padre e Emília Carneiro, 22 anos, fica
evidente em fotos postadas na redes sociais em datas anteriores à
revelação. A jovem, que segundo a TV Bahia, estuda letras em uma faculdade
de Conceição de Coité e trabalha na secretaria de educação do
município.
"Ninguém desconfiava dos dois,
ninguém estranhou a aproximação deles porque a Emília era
muito envolvida na igreja - tinha a voz bonita e cantava durante as
missas, estava sempre ensaiando por lá", disse uma moradora de
Gavião, que trabalha no fórum da cidade. "Depois do anúncio, muita gente
ficou emocionada com a história deles".
Casal já tinha postado fotos juntos nas redes sociais antes do anúncio
Na segunda-feira (26), o padre apresentou o
pedido de dispensa dos deveres do estado clerical ao bispo da diocese de
Serrinha, Dom Ottorino Assolari. Gerônimo, que entrou para o seminário em 2001,
comandava a paróquia de Nossa Senhora da Conceição. Ele também afirmou que
aguarda liberação do Papa para se casar na Igreja Católica com Emília, que está
grávida de três meses.
"Tinha consciência que para ser padre
era necessário renunciar a vida familiar e viver o celibato. O que procurei
fazer durante este tempo, mesmo diante de todas as dificuldades", relata o
pároco.
"Com o tempo fui observando que na
nossa amizade tinha algo a mais: O AMOR, mas sempre procuramos deixá-lo só no
nível da amizade, pois dizia que, se por acaso eu percebesse que, não
conseguiria manter o celibato deixaria antes o ministério para não escandalizar
a comunidade. Mas por ironia do destino não aconteceu como eu pensava e nos envolvemos
concretamente e hoje ela está grávida e eu quero assumir a paternidade".
Na carta de renúncia divulgada, ele pede
perdão aos seus superiores e aos fiéis que magoou com esta história.
"Reconheço o meu erro de ter deixado acontecer a gravidez antes de me
afastar do Sacerdócio, por isso peço perdão a todos vocês e vos peço que não
deixem que esta minha postura venha afetar a fé de vocês. Quero lembrar que
cometi um pecado e não um crime", declarou.
"Comunicado
Caros
fiéis da Diocese de Serrinha, especialmente os da Paróquia Nossa Senhora da
Conceição, a que me foi confiado, venho por meio desta comunicar a todos uma
decisão que tomo na minha vida.
Desde
2001 quando decidi entrar no Seminário para ser padre, sempre tive consciência
da grande responsabilidade e as exigências para quem se propõe a tal missão. A
minha decisão foi uma atitude de fé. Senti-me chamado para servir ao Reino,
ajudar as pessoas, de forma total, consagrando a minha vida como padre. Foi uma
decisão livre. Muitas pessoas me apoiaram, outras me criticaram, inclusive
dentro da minha própria família.
Tinha
consciência que para ser padre era necessário renunciar a vida familiar e viver
o celibato. O que procurei fazer durante este tempo, mesmo diante de todas as
dificuldades.
Em
2007, na época que fiz pastoral aqui, conheci Emília Carneiro e sempre tive um
grande carinho por ela e a nossa amizade foi cada vez mais crescendo e se
fortalecendo. A minha vinda para a Paróquia favoreceu ainda mais este crescimento.
Com o tempo fui observando que na nossa amizade tinha algo a mais: O AMOR, mas
sempre procuramos deixá-lo só no nível da amizade, pois dizia que, se por acaso
eu percebesse que, não conseguiria manter o celibato deixaria antes o
ministério para não escandalizar a comunidade. Mas por ironia do destino não
aconteceu como eu pensava e nos envolvemos concretamente e hoje ela está
grávida e eu quero assumir a paternidade. Como padre não pode assumir a vida
familiar conforme a norma atual da Igreja, a partir de amanhã, dia 26 de agosto
não exercerei mais o Ministério Sacerdotal.
Reconheço
o meu erro de ter deixado acontecer a gravidez antes de me afastar do
Sacerdócio, por isso peço perdão a todos vocês e vos peço que não deixem que
esta minha postura venha afetar a fé de vocês. Quero lembrar que cometi um
pecado e não um crime.
Sei
que muitas pessoas não compreenderão e me condenarão. Outras usarão deste fato
para criticar a Igreja e os outros padres, mas sei também que as pessoas de fé
não se deixarão abater, pela minha escolha ou pelo meu erro e continuarão a sua
caminhada lembrando-se de tudo que procurei ensinar como padre, assim como pede
a Igreja.
Neste
último dia como padre, quero pedir perdão a todas as pessoas que magoei com
minhas palavras ou gesto ríspidos. De forma especial as lideranças das
pastorais e comunidades.
Quero
pedir perdão ao nosso Bispo Dom Ottorino por não ser fiel à minha vocação e à
sua confiança e lhe agradecer por ter me acolhido com paternidade neste momento
da minha vida.
Continuarei
vivendo todos os valores da fé cristã, agora na família, ajudando a Igreja
naquilo que for possível, enquanto aguardo a autorização do papa para que eu
possa casar na Igreja e assim poder participar dignamente da Sagrada Comunhão.
Peço
a todos que rezem por nós"
(correio)
0 comentários:
Postar um comentário
O Blog JC Radialista: Não se responsabiliza por comentários de leitores ou terceiros que venha comentar determinado conteúdo apresentado neste espaço...