Depois de duas tentativas frustradas de transplante, o paciente recebeu a notícia de que tinha um coração pronto para cirurgia. O doador era um jovem, que teve morte encefálica após ser baleado durante briga em lanchonete. A vítima estava em um táxi e não tinha nada a ver com a confusão no local. A cirurgia foi bem-sucedida e Celedino pode retomar a vida normal, com o trabalho, a esposa de mais de 20 anos de casamento e os dois filhos. Mas guardou o desejo de conhecer a família do doador e agradecer pessoalmente, quem sabe poder ajudar de alguma forma. “O desejo de conhecer a família foi imediato, mas só consegui encontrar eles depois de um ano. Enchi tanto a menina do hospital que consegui um telefone, do sogro do doador, e aí comecei a fazer contato”, diz.
Novo amor
Ele foi até Campo Grande conhecer a viúva Leila e os dois filhos do casal. Descrente de histórias de amor do tipo de novelas, mesmo ele próprio sendo um personagem da vida real, Celedino já esclarece, logo no início da fala, que não teve “nada de amor à primeira vista”. "Tinha certa aversão a ele, mas nada ligado ao fato dele ter recebido o coração, era coisa de não ir com a cara mesmo"Para ele, os acontecimentos em torno de um só coração se tratam de pura “coincidência”. Coincidências do amor ou não, as duas famílias mantiveram contato, à distância. Só cerca de dois anos depois, já separado da primeira esposa, é que os dois corações voltaram a bater na mesma sintonia.“Mudei para Campo Grande para abrir uma empresa e ficava muito sozinho. Como só conhecia eles, ia sempre visitar, às vezes almoça junto no fim de semana e fomos criando uma amizade. No começo eu gostava mais das crianças do que dela e me aproximava mais por gratidão, para querer ajudar”, conta.Leila diz que só aceitou a aproximação por “muita insistência” de Celedino. “Não queria nenhum tipo de envolvimento com ele. Tinha certa aversão a ele, mas nada ligado ao fato dele ter recebido o coração, era coisa de não ir com a cara mesmo”, admite. Mas como coisa de coração simplesmente acontece e ninguém explica, os dois se apaixonaram. Após dois anos de namoro, Celedino chamou Leila para ir morar com ele na cidade de Jardim, interior de MS, onde os dois estão juntos até hoje. Ela brinca que os dois são o casal mais “incompatível que conhecem”, mas que se encontraram mesmo com seus jeitos diferentes e que é “loucamente apaixonada”.
Ele foi até Campo Grande conhecer a viúva Leila e os dois filhos do casal. Descrente de histórias de amor do tipo de novelas, mesmo ele próprio sendo um personagem da vida real, Celedino já esclarece, logo no início da fala, que não teve “nada de amor à primeira vista”. "Tinha certa aversão a ele, mas nada ligado ao fato dele ter recebido o coração, era coisa de não ir com a cara mesmo"Para ele, os acontecimentos em torno de um só coração se tratam de pura “coincidência”. Coincidências do amor ou não, as duas famílias mantiveram contato, à distância. Só cerca de dois anos depois, já separado da primeira esposa, é que os dois corações voltaram a bater na mesma sintonia.“Mudei para Campo Grande para abrir uma empresa e ficava muito sozinho. Como só conhecia eles, ia sempre visitar, às vezes almoça junto no fim de semana e fomos criando uma amizade. No começo eu gostava mais das crianças do que dela e me aproximava mais por gratidão, para querer ajudar”, conta.Leila diz que só aceitou a aproximação por “muita insistência” de Celedino. “Não queria nenhum tipo de envolvimento com ele. Tinha certa aversão a ele, mas nada ligado ao fato dele ter recebido o coração, era coisa de não ir com a cara mesmo”, admite. Mas como coisa de coração simplesmente acontece e ninguém explica, os dois se apaixonaram. Após dois anos de namoro, Celedino chamou Leila para ir morar com ele na cidade de Jardim, interior de MS, onde os dois estão juntos até hoje. Ela brinca que os dois são o casal mais “incompatível que conhecem”, mas que se encontraram mesmo com seus jeitos diferentes e que é “loucamente apaixonada”.
Coração
Celedino e a mulher também se tornaram incentivadores assíduos da doação de órgãos. Ela lembra que a história quase não aconteceu porque era contra a doação dos órgãos do então marido.O jovem, no entanto, era doador declarado e o médico a convenceu de que essa seria uma forma de manter batendo o coração do homem que ela amava. Os órgãos ainda beneficiaram outras quatro pessoas, que Leila nunca conheceu.Em tom de brincadeira, Celedino reafirma o sucesso do transplante e diz que só em um ponto não fez efeito. “O doador era corintiano roxo e eu detesto o coringa”, diz o torcedor do Palmeiras, mas que não se declara fanático por time. Em Mato Grosso do Sul, 19 pessoas esperam atualmente na fila de transplantes. A esperança é de que a fila volte a andar agora depois de ter ficado oito anos parada. Na semana passada foi realizado o primeiro transplante após a reforma de R$ 2 milhões na Santa Casa, com recurso doado por um pecuarista.(Terra)
Celedino e a mulher também se tornaram incentivadores assíduos da doação de órgãos. Ela lembra que a história quase não aconteceu porque era contra a doação dos órgãos do então marido.O jovem, no entanto, era doador declarado e o médico a convenceu de que essa seria uma forma de manter batendo o coração do homem que ela amava. Os órgãos ainda beneficiaram outras quatro pessoas, que Leila nunca conheceu.Em tom de brincadeira, Celedino reafirma o sucesso do transplante e diz que só em um ponto não fez efeito. “O doador era corintiano roxo e eu detesto o coringa”, diz o torcedor do Palmeiras, mas que não se declara fanático por time. Em Mato Grosso do Sul, 19 pessoas esperam atualmente na fila de transplantes. A esperança é de que a fila volte a andar agora depois de ter ficado oito anos parada. Na semana passada foi realizado o primeiro transplante após a reforma de R$ 2 milhões na Santa Casa, com recurso doado por um pecuarista.(Terra)
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