A Deputada Federal Alice
Portugal tem sido uma incansável defensora dos direitos da mulher. Quando
Deputada Estadual, propôs a criação do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher
e presidiu a Comissão da Mulher na Assembleia Legislativa da Bahia.
Conhecedora da realidade de
discriminação e violência que, apesar dos avanços alcançados, ainda atingem a
mulher brasileira, tem tido precisão e coragem na luta feminista.
Deputada Federal exercendo o
quarto mandato pelo PCdoB, coordenou a Bancada Feminina, é membro titular da
Comissão Permanente Mista de Combate à Violência contra a Mulher e
notabiliza-se por ser autora de diversos projetos que elevam o papel da mulher
na sociedade brasileira. Por exemplo, o que garante uma política de isonomia
salarial entre homens e mulheres, a criminalização da revista íntima nos locais
de trabalho e o que indica para o conteúdo escolar o papel da mulher na
história.
Alice participou ativamente
do processo de aprovação da Lei Maria da Penha. Teve papel determinante na
aprovação das mudanças da legislação eleitoral, no tocante ao tempo de
propaganda e fundo partidário, em favor das candidaturas femininas. Lutou para
que na reforma política, barrada pelos conservadores, a mulher tivesse
igualdade de participação nas listas de candidatos.
Esta semana, em debate
ocorrido na Comissão Especial que trata do Projeto de Lei 3722/12 que revoga o
Estatuto do Desarmamento, a Deputada Alice, premida pelo tempo de três minutos
de fala, ao contestar o relatório que propõe a liberalização do porte de armas
no Brasil, citou a estatística contida no Mapa da Violência, de que a cada dia
no Brasil, quinze mulheres morrem vitimadas por arma de fogo. Ao fazê-lo,
equivocou-se e verbalizou '15 milhões de mulheres'. O equívoco foi corrigido junto
às notas taquigráficas da Comissão e nas redes sociais de que participa.
Surpreendentemente tal
lapso, raro nesta experiente oradora, tem servido como trampolim de ataques
raivosos nas redes sociais, desferidos por grupos organizados de direita fascista,
que incitam pela internet o ódio contra mulheres, negros, homossexuais e pregam
a volta de uma ditadura no país.
Usando palavras de baixo
calão e ironias jocosas, fazem uma guerrilha virtual, com vários perfis
anônimos, onde tentam diminuir uma das mais respeitadas lideranças feministas
do país, destacada na lista dos cem mais influentes do Congresso e jamais tendo
seu nome envolvido em ilicitudes.
A Deputada Alice Portugal
coloca-se à disposição para qualquer debate de dados e de mérito sobre a luta
pela emancipação feminina em nosso país, ao tempo em que não se intimida com
ameaças e calúnias. Continua rebelando-se contra toda injustiça e não abre mão
das suas posições em defesa da democracia, do estado democrático de direito e
dos direitos da mulher.

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